Eu sou simplesmente viciada em podcasts e gosto de ouvi-los enquanto faço a limpeza da casa ou estou no transporte público. Por meio deles pude conhecer histórias de pessoas incríveis, além de extrair diversos aprendizados que pude aplicar em minha própria vida. No artigo de hoje gostaria de compartilhar com vocês dois podcasts voltados especificamente para mulheres. O primeiro se chama Abiding Togheter e o segundo O Privilégio de Ser Mulher.
29/03/2022
03/03/2022
Sobre a contemplação amorosa.
Tu és osso dos meus ossos, carne da minha carne.
O céu revoltoso tenta esconder de nós o sol que já despontou.
Vislumbro tua sombra que se aproxima a passos largos: tu vens com o desejo de ficar para sempre. E eu, em profunda reverência a tudo que és, te contemplo.
Tua existência rasga o véu da noite.
Pequenino e recurvado, traz dentro do peito um coração: é aí que está o teu tesouro, o meu tesouro.
O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Alguém o encontra, deixa-o lá bem escondido e, cheio de alegria, vai vender todos os seus bens e compra aquele campo.
Te comprarei com o preço de minha própria vida.
E eles serão uma só carne.
17/02/2022
O que podemos aprender com a cultura oriental? - Indicação de dorama chinês.
Minha porta de entrada para a cultura oriental foi o estudo da língua japonesa. A partir disso, comecei a me interessar por outros países orientais, como China e Coréia. E, por meio de uma plataforma de streaming chamada Rakuten Viki, comecei a consumir produções cinematográficas orientais e me apaixonei.
No início, assistia apenas doramas japoneses, pois meu principal interesse naquele momento era aprimorar minhas habilidades com o idioma. Mas, depois de um tempo, comecei a assistir um dorama coreano chamado Eu ouço a sua voz e, mais recentemente, me aventurei nos doramas chineses: O General e eu e Go Go Squid.
O que mais me encantou nas séries chinesas foi poder encontrar em cada uma delas uma preocupação com a formação do telespectador; através de histórias ficcionais valores importantes para o amadurecimento do ser humano são transmitidos. Dessa forma, essas produções reúnem em si dois atributos que julgo indispensáveis: entretenimento e profundidade. As histórias são complexas como a própria vida humana, com suas alegrias, tristezas, dores e vitórias. Mas, também são cheias de diversão e oferecem uma ótima forma de termos um momento de lazer.
No artigo de hoje vou compartilhar com vocês minhas impressões sobre esse último dorama chinês que citei lá em cima. Ele está na minha lista de favoritos e é uma ótima opção para quem deseja começar a conhecer a cultura oriental. Vamos lá?
11/02/2022
Sobre a própria existência.
| Apresentação de A hora e vez de Augusto Matraga em Pindamonhangaba, 2019. |
Dos tempos do Ensino Médio ficam as saudades... A vida tinha um gosto doce demais que chegava a ser amargo. A vida toda à beira de um precipício chamado FUVEST. Aceitar a nossa própria história é aceitar os planos de Deus, só Ele conhece o íntimo dos corações e porque permitiu que uma jovenzinha ganhasse o papel do Joãozinho Bem-Bem numa montagem teatral do Guimarães da Rosa. Demoro-me contemplando tudo aquilo sou e me assusto. Não entendo as mãos desse artesão que, tão delicadamente, tece minha própria mortalha.
A vida é breve como um suspiro. É preciso recordar-se sempre disso e amparar cada amanhecer nessa verdade. Contemplo com certa suspeita o céu azul das seis da manhã. Onde me esperas, Senhor? Sento-me diante de um computador e por cinco horas trabalho. Onde me esperas, Senhor? Em cada esquina da vida Ele deseja me encontrar. Onde me esperas, Senhor?
Nas memórias não há silêncio. Há um turbilhão de vozes que se confundem, que exigem atenção, que desejam reconquistar a força que antes tinham. Calo-me. Diante de nós mesmos é preciso respeito e reverência. O Senhor nos criou com suas próprias mãos. Sentada, diante do crucifixo, fixo meu olhar em mim mesma: preciso estar atenta a minha existência que é tão fugidia. O Cristo amorosamente me contempla. Senhor, onde estás?
Quando comecei a escrever esse texto não pensei que ele sairia tão facilmente do meu peito. É que o tenho buscado em muitos lugares, mas não o encontro. Esconderam meu Amado de mim. Madalena, em seu desespero, não reconhece o próprio Jesus Ressuscitado. Acaso serei eu? Tu o dizes. Maria. Jesus.
Dos tempos do Ensino Médio até hoje trago dentro de mim o mesmo coração que facilmente parece se perder. Onde me esperas, Senhor?
Do teu lado, filha, bem perto de ti.
É aqui que Ele está.
04/02/2022
Dicas para uma vida de estudo que dá certo.
01/02/2022
Sobre o olhar.
Gosto muito dessa foto. Não porque ela seja uma ótima fotografia para a posteridade: “Olha só como você era jovem!”. Ou porque traga consigo lembranças de dias bem vividos. Ao vê-la encontro meu próprio olhar e, por isso, me alegro. Porém, a foto oculta sua real verdade: não são os meus olhos que estão aí, mas sim um olhar amoroso que, quando posto sobre eles, os ilumina. E somente isso é capaz de nos curar.
A princípio, olhar nos olhos de alguém exige certa coragem interior porque precisamos aprender a suportar o íntimo incômodo que vem dessa ação. Porém, se somos perseverantes, logo nossa visão descansa na contemplação do outro e, a partir disso, somos libertos: libertos dos pensamentos que, como um cavalo louco, correm para todos os lados. Faz-se silêncio. Encontramo-nos.
22/12/2020
Os olhos.
Com teus gestos de menino,
Gracejos de homem
esquecido,
E uma voz muito bem
colocada,
Alcanças o íntimo de
minha alma.
O véu é branco, velho e tão
fino.
Rasga fácil e revela meu
olhar dolorido.
Não resisto, deixo-me ser
encontrada.
Permanece em segredo
aquilo que falta.
– Repousa teu olhar em
mim
E descansa do peso de
teus dias.
Na minha ausência há algo
que fica,
E se aninha ao todo de
teu ser.
Em cada beco, um
palavrório sem fim
Que rouba e assalta todos
os dias.
Só o silêncio me prepara
e fortifica
Para o dia de te ver – o
dia de morrer.
