Mostrando postagens com marcador cultura oriental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura oriental. Mostrar todas as postagens

09/09/2022

"O caminho para casa", um filme chinês para conquistar seu coração.


Quem me conhece sabe que um dos meus hobbies favoritos é assistir filmes asiáticos! Gosto muito de perceber as diferenças culturais por meio das narrativas cinematográficas, porque isso me faz compreender que existem formas diferentes de compreender o mundo.

No blogpost de hoje vou partilhar uma breve resenha a respeito de um filme chinês chamado O caminho para casa de 1999. Eu o assisti no streaming da Brasil Paralelo na época do Natal quando eles liberaram o acesso gratuito por dois dias, mas também é possível encontrar em outras plataformas digitais.

Vamos lá?

05/07/2022

Impressões de leitura – A vida de um idiota, de Ryūnosuke Akutagawa.

Uma fotografia do autor.

Desde o início da minha adolescência, eu sempre gostei de escrever diários. Demorava-me muito tempo relatando os acontecimentos da semana, aquilo que havia mudado desde o meu último registro e minhas impressões pessoais sobre a vida. O que mais gostava era de, passado um bom tempo, reler aquelas memórias que, agora, tinham sabor de saudade. Assim, a cada nova etapa de minha vida, eu conseguia, por meio desses cadernos, compreender a completude dos anos que se passaram e depreender alguns aprendizados importantes.

Portanto, quando comecei a leitura do relato autobiográfico de Akutagawa intitulado A vida de um idiota acabei me encontrando no meio daquela história tão trágica. Apesar do narrador ser em terceira pessoa, ele nos transmite com tanta precisão a subjetividade do protagonista que parece que estamos ao seu lado: vendo-o caminhar progressivamente em direção à desesperança, à morte. Identifiquei-me com o tom intimista da narrativa, porque além do efeito citado anteriormente, em alguns momentos me sentia coparticipante daquela história. Assim, pouco a pouco, a cada palavra lida, meu coração foi sendo tomado por um amargor triste.

Encontrei pequenas gotas de consolo nas belíssimas descrições feitas sobre o espaço ficcional, porém a que mais me alcançou foi aquela em que ele descreve a luz lunar iluminando o rosto da mulher amada: “O rosto dela parecia, como sempre, banhado pela claridade da lua.” (pág. 192). Nesse e em outros momentos vislumbrei lampejos de esperança, como no seguinte excerto: “Mas apenas aquelas faíscas violetas – aquelas faíscas incontroláveis que se fundiam no ar –, ele queria agarrá-las com as mãos, mesmo que tivesse de pagar com a vida.” (pág. 182).  Criei certa empatia por esse sujeito taciturno e um desejo de comunicá-lo as belezas mais profundas que, ao que parece, lhe passavam despercebidas.

Assim, acabei por encontrar na fala de uma colegial uma luz radiante, que se assemelhava a de um cometa – forte, mas fugaz: “Mas a sede de escrever não é também a sede de viver?” (pág. 195).  Dita uma única vez, essa verdade não é em nenhum momento formalmente retomada pelo narrador, mas permeia toda a existência do protagonista. Apesar de seus sofrimentos e de seu trágico final, seu desejo pela vida se materializa na eternidade das palavras. A prolongação do próprio sujeito em seus escritos também está presente na convivência quase pessoal que ele nutria em relação aos autores que lia.

Portanto, ao término dessa leitura pude contemplar o ciclo de uma vida, descobrindo pequenos pontos de luz e abismos de escuridão. Vi que, assim como acontece quando finalizo a leitura de um diário antigo, a força da forma poética é capaz de transformar a dor em beleza e de dar a uma alma inquieta um pouco de sossego e paz, porque ela estabiliza nossas impressões subjetivas e ajuda-nos a enxergar com clareza aquilo que nos circunda. Assim, apesar de lamentar profundamente aquilo que lhe aconteceu, agradeço a gentileza que este homem teve de nos deixar registrado sua intimidade mais profunda e se tornar mais uma tímida luz a clarear a noite escura que vivemos: “Parando ao pé da árvore, ele ergueu os olhos, por entre os galhos, para o alto céu. Lá, bem sobre sua cabeça, brilhava uma estrela.” (pág. 184).

17/02/2022

O que podemos aprender com a cultura oriental? - Indicação de dorama chinês.

Minha porta de entrada para a cultura oriental foi o estudo da língua japonesa. A partir disso, comecei a me interessar por outros países orientais, como China e Coréia. E, por meio de uma plataforma de streaming chamada Rakuten Viki, comecei a consumir produções cinematográficas orientais e me apaixonei.

No início, assistia apenas doramas japoneses, pois meu principal interesse naquele momento era aprimorar minhas habilidades com o idioma. Mas, depois de um tempo, comecei a assistir um dorama coreano chamado Eu ouço a sua voz e, mais recentemente, me aventurei nos doramas chineses: O General e eu e Go Go Squid.

O que mais me encantou nas séries chinesas foi poder encontrar em cada uma delas uma preocupação com a formação do telespectador; através de histórias ficcionais valores importantes para o amadurecimento do ser humano são transmitidos. Dessa forma, essas produções reúnem em si dois atributos que julgo indispensáveis: entretenimento e profundidade. As histórias são complexas como a própria vida humana, com suas alegrias, tristezas, dores e vitórias. Mas, também são cheias de diversão e oferecem uma ótima forma de termos um momento de lazer.

No artigo de hoje vou compartilhar com vocês minhas impressões sobre esse último dorama chinês que citei lá em cima. Ele está na minha lista de favoritos e é uma ótima opção para quem deseja começar a conhecer a cultura oriental. Vamos lá?