03/05/2018

"Pois tu és pó, e ao pó retornarás.”


Começo como Santa Teresa de Ávila em "O Livro da Vida" admitindo a minha fraqueza e pedindo o auxílio de todos os santos, escritores e sábios nessa empreitada de corresponder à inquietação que Deus, desde sempre, plantou em meu coração. Nas palavras de Clarice Lispector essa minha desordem pode ser facilmente compreendida: “Minha vida me quer escritor e então escrevo. Não é por escolha: é íntima voz de comando”. Deus me impele a isso, e eu constantemente fujo. A imutabilidade do Criador é muito reconfortante, já que não consigo aceitar esta eterna trajetória contraditória onde os erros e acertos se convergem numa única coisa: eu, Gabriela. Não consigo enxergar nessas transformações as mãos do Pai amoroso que me molda à sua imagem. Espero um dia ter a graça de ver as coisas desse modo, mas enquanto isso não acontece sigo lutando. E caso alguém esteja lendo isso, te desejo o mesmo: se permita ser o barro nas mãos do Amado.

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